11 de setembro de 2018

AMAMENTAÇÃO VÍNCULO MÃE E BEBÊ

Reunimos orientações práticas para ajudar você a superar as dificuldades e curtir esse processo tão importante em perfeita sintonia com seu filho.

Amamentação é um assunto delicado que gera muitas dúvidas, principalmente nas mães de primeira viagem.

Amamentar é a melhor coisa da vida, embora muitas vezes não seja nada fácil para algumas mães.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o aleitamento materno deve ser exclusivo nos 6 primeiros meses de vida do bebê e a recomendação é de que as mamães amamentem seus filhos por até dois anos ou mais. Mulheres que amamentam seus filhos por mais tempo exibem mais sensibilidade materna. A sensibilidade materna define o sincronismo da resposta de uma mãe ao filho, seu tom emocional, sua flexibilidade em seu comportamento e sua capacidade de ler os sinais do filho.

O contato pele com pele, o calor do corpo tão pequeno grudado ao seu, olho no olho de maneira mais intensa e carinhosa. Movimentos de respiração em harmonia. A boca que procura você instintivamente, seguindo seu cheiro que quando encontra, dá para perceber o sentimento de alívio e satisfação do ser aninhado no seu colo. Assim é a amamentação ou algo assim, já que é impossível descrever em palavras o prazer desse momento. “Amamentar é mais do que nutrir, é um ato de conexão, amor, energia, calor. É o início de uma relação, é ali que o bebê dá o primeiro olhar para a mãe, principalmente se mamar na primeira hora de vida”.

A presença do pai e apoio faz toda a diferença para a mulher nesse momento. Pegar o bebê no berço e trazer até o colo da mãe, buscar água para a sede infinita que ela vai sentir, informar-se para ajudar nos percalços que poderão surgir, cuidar das tarefas da casa e intermediar as visitas para que a mulher possa amamentar em um ambiente tranquilo são atitudes que favorecem bastante a amamentação.

Prepare-se para a hora de amamentar. Escolha um local arejado, calmo, sem muitas interrupções, esteja relaxada e conectada com aquele momento, pois o bebê tende a estar mais estressado e pode não mamar corretamente.

Até o seio se acostumar e o bebê aprender a pega correta, você pode sentir dor e incômodo e em alguns casos, até machucar o bico do seio.

Você pode começar a se preparar desde a gravidez e pedir orientação inclusive ao seu ginecologista. Você pode verificar se o seu bico é invertido, apertando suavemente a aréola cerca de 3 centímetros, se seu bico for normal ele irá saltar para fora, se for invertido irá retrair. O uso de conchas tem exatamente esta finalidade, projetar o bico do seio para fora.

Tente observar a necessidade do seu filho e faça intervalos de maneira que ele não esteja morto de fome na hora de alimentá-lo, a dor acontece pela falta de preparo nos seios e também pela pega errada do bebê, que deve abocanhar praticamente toda a aréola do seio, não somente o bico como grande maioria pensa. A boca do bebê deve estar bem aberta para fazer a pega correta, além da posição que deve estar confortável para ambos.

Durante a fase gestacional os seios tendem a crescer mais e ficar sensíveis, por isso o adequado é a utilização de sutiãs mais confortáveis, de algodão, com maior sustentação e evitar bojos e ferros que possam machucar.

O banho de sol nos mamilos é muito importante e os fortalecerá e ajudará a prevenir de fissuras e rachaduras durante a amamentação.

                               

Estalos na língua ou som semelhante a um beijo durante a amamentação não devem fazer parte desse momento, apenas ruídos da sucção e deglutição.

Você oferece o peito regularmente, mas seu filho continua chorando? Pode ser sinal de pega incorreta e, consequentemente, menor ingestão ou de que há pouco leite. Beba mais água, alimente-se de forma saudável, descanse nos intervalos das mamadas e, principalmente, coloque o bebê para mamar mais vezes.

O colostro desce pela estimulação da prolactina, hormônio responsável pela amamentação no corpo da mulher assim que a mulher dá a luz e pode até parecer insuficiente nos primeiros dois dias após o parto, pois o bebê fica pedindo peito o tempo todo parecendo não estar satisfeito, mas insistir é fundamental para estimular que o leite desça mais rapidamente. Mamar todo o colostro é muito importante para o bebê, nunca se esqueça disso. Evitar fórmulas nessa fase é o melhor segredo.

O excesso de leite pode acontecer e evoluir para o empedramento dos seios ou até mesmo a mastite, inflamação da glândula mamária. Se isso acontecer, não há necessidade de interromper o aleitamento, mas, após cada mamada, você deve fazer a ordenha para ajudar a esvaziar. Antes, massageie com a ponta dos dedos no sentido horário, da região da mama em direção à aréola, por pelo menos cinco minutos. Após a ordenha, faça compressas frias.

Quando o leite não sai devido a algum ducto entupido, deve-se observar se há uma área avermelhada, com limites fáceis de visualizar, quente, dolorida e endurecida. Alguns fatores que levam a um bloqueio de ducto são o uso inadequado de produtos para o aleitamento materno, como conchas de amamentação, o ingurgitamento mamário (empedramento), o uso de sutiã em um tamanho menor que a mama e dormir de bruços. O tratamento consiste em massagear a área afetada, para dissolver aquele leite que está retido, e ordenhar manualmente, posicionando os dedos em várias direções. É recomendado também a amamentação sob livre demanda e a variação da posição, para esvaziar os vários quadrantes da mama.

Descanse o máximo que puder entre as mamadas. A rotina da amamentação é cansativa e, se você estiver esgotada física ou emocionalmente, isso afetará sua produção de leite. Por isso, não sinta vergonha em pedir ajuda.

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